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Alphabet perde fôlego na bolsa enquanto mercado pesa a conta da IA

As ações da Alphabet (GOOGL) caíram para a faixa de US$ 339–340 em 24 de setembro, depois de não conseguirem passar da região de US$ 355–360. No gráfico de uma hora, o papel perdeu as médias móveis de curto prazo e voltou para a parte de baixo do intervalo em que vinha oscilando.

O recuo contrasta com os números da empresa. No segundo trimestre, a receita subiu 24% em um ano e chegou a US$ 119,8 bilhões. O destaque foi o Google Cloud, que cresceu 82% e somou US$ 24,8 bilhões, puxado pela procura por infraestrutura e soluções de inteligência artificial. O lucro operacional avançou 30% e a margem chegou a 34%.

O que pesa agora é o custo dessa corrida. A Alphabet captou cerca de US$ 49,6 bilhões em junho para ampliar sua capacidade computacional, e o mercado passou a cobrar retorno sobre data centers, chips próprios e o Gemini, cuja quarta geração pode sair ainda neste ano. A concorrência também assusta: o interesse pelo Meta Muse deixou investidores mais nervosos.

No campo jurídico, a notícia foi menos dura do que se temia: a Justiça não obrigou o Google a vender o AdX e o DFP, mas exigiu abertura de parte da estrutura de anúncios e seis anos de supervisão independente. Tecnicamente, o suporte mais próximo está em US$ 336 e, abaixo dele, em US$ 328; para cima, passar de US$ 343 abriria espaço até US$ 348–350.

Com informações de Traders Union.

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