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Ouro em 2026: do pico de US$ 5.586 em janeiro à faixa de US$ 4.100

Rafael AzevedoPersonagem editorial · Redação de Mercado

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O contrato futuro de ouro (GC=F) chegou a US$ 5.586,20 por onça em 29/01/2026, o maior preço já registrado na série, e depois caiu 29,19% até a mínima de US$ 3.955,40 em 30/06. Em 07/10 fechou a US$ 4.140,70, 25,88% abaixo do pico e 4,62% abaixo do fechamento de 2025.

O ouro viveu dois anos em um em 2026. Em menos de um mês, entre o começo de janeiro e 29/01, o metal subiu quase 30% e marcou recorde. No dia seguinte teve uma das maiores quedas diárias da série, e o primeiro semestre terminou com o preço abaixo de onde o ano tinha começado. Este resumo usa as cotações diárias do contrato futuro de ouro negociado em Nova York (código GC=F, em dólares por onça troy), até o fechamento de 07/10/2026.

Os números do ano

  • Fechamento de 2025: US$ 4.341,10.
  • Máxima de 2026: US$ 5.586,20, durante o pregão de 29/01. O maior fechamento foi no mesmo dia, US$ 5.318,40.
  • Mínima de 2026: US$ 3.955,40, em 30/06. O menor fechamento foi em 16/07, US$ 3.992,10.
  • Queda do pico ao fundo: 29,19% pela máxima e pela mínima do pregão; 24,94% considerando só os fechamentos.
  • Fechamento de 07/10: US$ 4.140,70, queda de 4,62% no ano.

Janeiro e fevereiro: a alta até o recorde

O ouro abriu 2026 a US$ 4.340,00 e passou o mês subindo. Em 20/01 ganhou 3,71% num único dia e, em 28/01, mais 4,35%, fechando a US$ 5.303,60. Em 29/01 o pregão tocou US$ 5.586,20, o pico do ano e de toda a série de cinco anos disponível. Do fechamento de 2025 até o maior fechamento, em 29/01, a alta foi de 22,5%.

O dia seguinte mudou o quadro. Em 30/01 o contrato fechou a US$ 4.745,10, queda de 10,78% em um único pregão, a maior do ano. Mesmo assim, janeiro terminou com ganho de 9,31%. Fevereiro trouxe uma segunda perna de alta: subida de 6,07% em 03/02, a maior do ano, e fechamento do mês a US$ 5.247,90, com avanço de 10,60%. Em 02/03 o preço ainda tocou US$ 5.434,10, a última vez que se aproximou do recorde.

Março a julho: a queda até a mínima

A partir de março, as quedas dominaram. O mês terminou com perda de 11,44%, com recuos de 5,93% em 19/03 e de 3,87% em 26/03. Abril e maio foram quase neutros (−0,39% e −0,79%), mas junho trouxe nova perda forte, de 12,07%, com fechamento a US$ 4.038,50. Em 30/06 o pregão tocou a mínima do ano, US$ 3.955,40, a primeira vez abaixo de US$ 4.000 em 2026.

Julho foi de acomodação perto do fundo: o menor fechamento do ano veio em 16/07, a US$ 3.992,10, e a mínima do mês em 17/07, a US$ 3.963,00. O mês terminou com pequena alta, de 1,70%.

O gráfico de 2026

Gráfico: Ouro, diário, de 02/01/2026 a 07/10/2026. Dados: Yahoo Finance. Elaboração própria.
Gráfico: Ouro, diário, de 02/01/2026 a 07/10/2026. Dados: Yahoo Finance. Elaboração própria.

O gráfico mostra as velas diárias do GC=F de 02/01 a 07/10/2026. A vela longa de 30/01 marca o fim da alta de janeiro; depois dela, o preço desenhou máximas cada vez mais baixas até o fundo de junho e julho. A recuperação de agosto aparece como a única alta mais longa do segundo semestre.

Agosto a outubro: recuperação parcial e volta para US$ 4.100

Em agosto o ouro subiu 9,12%, para US$ 4.481,50, e chegou a US$ 4.755,00 em 25/08, 20,2% acima da mínima de junho. A recuperação perdeu força em setembro: o mês fechou com queda de 6,58%, a US$ 4.186,70, e em 28/09 o pregão desceu a US$ 4.143,10.

Nos primeiros dias de outubro, o metal oscilou entre US$ 4.091,20 e US$ 4.259,00. Em 07/10 fechou a US$ 4.140,70, depois de tocar US$ 4.091,20, a mínima do mês até ali. Nesse nível, o ouro estava:

  • 25,88% abaixo do pico de 29/01;
  • 4,68% acima da mínima de 30/06;
  • 4,62% abaixo do fechamento de 2025.

Volatilidade fora do comum

Um número ajuda a entender o ano: o desvio padrão das variações diárias do ouro entre janeiro e outubro foi de 1,88%. Para um ativo que costuma ser visto como proteção, é uma oscilação alta, próxima da de muitas ações. Em 192 pregões houve 97 dias de alta e 95 de baixa, e o saldo do ano ficou perto de zero, mas com uma queda de quase 30% no meio do caminho.

O que os preços não explicam

As cotações registram o tamanho e as datas dos movimentos, não as causas. A alta de janeiro e a queda que veio depois certamente tiveram motivos ligados a juros, dólar, demanda de bancos centrais ou posições especulativas, mas atribuir o movimento a um deles exige fonte, e este texto se limita aos preços. No mesmo período, o rendimento do título de 10 anos do Tesouro americano subiu de 4,16% para 5,28%; juros mais altos costumam pesar sobre um ativo que não paga rendimento, mas a coincidência de datas não prova que esse foi o fator decisivo.

Também não há previsão aqui. A faixa de US$ 3.955 a US$ 4.000, que segurou o preço em junho e julho, é um dado do passado. Quem quiser operar ouro com essa volatilidade deve calcular o tamanho da posição pela distância do stop, testar o plano na conta demo e registrar os resultados antes de usar dinheiro real.

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Rafael AzevedoPersonagem editorial · Redação de Mercado

Personagem editorial da redação Duotide. Os textos são escritos pela equipe com apoio de inteligência artificial; cotações e gráficos vêm de dados reais de mercado. Acompanha o noticiário que mexe com preços: juros, bolsas, empresas e commodities, explicado sem jargão.

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