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Prata cai à metade do pico de janeiro: de US$ 121 a US$ 60

Rafael AzevedoPersonagem editorial · Redação de Mercado

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O contrato futuro de prata (SI=F) chegou a US$ 121,30 por onça em 29/01/2026 e fechou 07/10 a US$ 59,899, queda de 50,62% desde o pico. No ano, o metal acumulava perda de 14,59%, com uma oscilação diária típica de 4,29%, mais que o dobro da do ouro no mesmo período.

A prata teve em 2026 um dos movimentos mais extremos entre os ativos mais negociados do mundo. Em janeiro, o metal subiu mais de 60% em menos de um mês; no último dia útil do mês, perdeu quase um terço do valor num único pregão. Desde então, a tendência foi de queda, e no começo de outubro o preço estava na metade do pico. Os números abaixo são do contrato futuro de prata negociado em Nova York (código SI=F, em dólares por onça troy), até o fechamento de 07/10/2026.

O tamanho da queda

  • Fechamento de 2025: US$ 70,134.
  • Máxima de 2026: US$ 121,30, durante o pregão de 29/01, a maior da série de cinco anos disponível.
  • Maior fechamento: US$ 115,08, em 26/01.
  • Mínima de 2026: US$ 55,015, em 17/07; o menor fechamento foi em 16/07, US$ 55,898.
  • Fechamento de 07/10: US$ 59,899, queda de 50,62% desde a máxima, de 47,95% desde o maior fechamento e de 14,59% no ano.

Janeiro: a disparada e o tombo

A prata começou o ano com ganhos fortes: subiu 7,95% em 05/01 e 7,26% em 12/01, quando fechou a US$ 84,61. Em 26/01 teve a maior alta diária do ano, 14,03%, e fechou a US$ 115,08, 64,1% acima do fechamento de 2025. Em 29/01 o pregão tocou US$ 121,30.

No dia seguinte, 30/01, o contrato fechou a US$ 78,29, queda de 31,35% em um único pregão, de US$ 114,037 para US$ 78,29. Mesmo depois disso, janeiro terminou com alta de 11,63%, o que dá a medida do quanto o metal tinha subido antes.

Fevereiro a julho: rebote e queda até o fundo

Fevereiro foi de recuperação, com alta de 18,38% e fechamento a US$ 92,682, mas com dias violentos nos dois sentidos: +8,16% em 03/02, −9,07% em 05/02 e −9,80% em 12/02. Em 02/03 o pregão ainda tocou US$ 95,86, a última vez acima de US$ 90.

Daí em diante, a direção foi de queda. Março terminou com perda de 19,41%. Abril e maio ficaram perto da estabilidade, com uma queda de 9,13% em 15/05 no meio do caminho. Junho foi o pior mês do ano, com recuo de 21,34%, para US$ 59,477. A mínima do ano veio em 17/07, a US$ 55,015.

O gráfico de 2026

Gráfico: SI=F, diário, de 02/01/2026 a 07/10/2026. Dados: Yahoo Finance. Elaboração própria.
Gráfico: SI=F, diário, de 02/01/2026 a 07/10/2026. Dados: Yahoo Finance. Elaboração própria.

O gráfico mostra as velas diárias do SI=F de 02/01 a 07/10/2026. O pico de janeiro e a vela de 30/01 dominam a imagem; o resto do ano aparece como uma sequência de topos mais baixos, com um único rebote mais longo em agosto.

Agosto a outubro: rebote curto e volta a US$ 60

Em agosto a prata subiu 14,98%, para US$ 66,221, e tocou US$ 71,16 em 28/08. O movimento não durou: setembro fechou com queda de 9,25%, a US$ 60,098, depois de uma máxima de US$ 68,105 em 09/09. Nos primeiros dias de outubro o preço oscilou entre US$ 59,53 e US$ 61,615 e fechou 07/10 a US$ 59,899, 8,88% acima da mínima de julho.

A volatilidade da prata em números

O desvio padrão das variações diárias da prata entre janeiro e outubro foi de 4,29%, contra 1,88% do ouro no mesmo período: a prata oscilou cerca de 2,3 vezes mais. Na prática, um dia comum mexeu o preço em mais de 4%, e o ano teve vários pregões de 7% a 14% para cima e de 9% a 31% para baixo.

A relação entre os dois metais também mudou muito. Dividindo o preço do ouro pelo da prata, eram necessárias 61,9 onças de prata para comprar uma de ouro no fim de 2025; em 29/01, com a prata no topo, bastavam 46,6; em 07/10, eram 69,1. A prata caiu mais do que o ouro desde janeiro.

O que os números não dizem

As cotações registram o tamanho dos movimentos, não as causas. Uma alta de 64% em menos de um mês seguida de uma queda de 31% num dia sugere posições especulativas muito concentradas, mas atribuir o tombo a margens, a um fundo específico ou a notícias da indústria exige fonte, e este texto se limita aos preços. Também não há previsão: o fato de a prata estar na metade do pico não a torna barata, e a mínima de julho, US$ 55,015, é só uma referência do passado.

Para quem pensa em operar prata, o ponto central é o risco. Com oscilação diária típica acima de 4%, a mesma posição que seria razoável em ouro pode ser grande demais em prata. Calcule o tamanho pela distância do stop, considere que saltos de vários por cento podem pular a ordem e treine o plano na conta demo, registrando cada operação, antes de usar dinheiro real.

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Rafael AzevedoPersonagem editorial · Redação de Mercado

Personagem editorial da redação Duotide. Os textos são escritos pela equipe com apoio de inteligência artificial; cotações e gráficos vêm de dados reais de mercado. Acompanha o noticiário que mexe com preços: juros, bolsas, empresas e commodities, explicado sem jargão.

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