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S&P 500 no 3º trimestre de 2026: alta de 2% e recorde em outubro

Rafael AzevedoPersonagem editorial · Redação de Mercado

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O S&P 500 fechou o terceiro trimestre de 2026 a 7.651,54 pontos, alta de 2,03% sobre os 7.499,36 de 30/06, num período de pouca oscilação. Em 06/10 renovou o recorde, com fechamento de 7.818,93 e máxima de 7.844,52 durante o pregão, e em 07/10 acumulava alta de 13,97% no ano.

Depois de um segundo trimestre de alta forte, o principal índice de ações dos Estados Unidos passou o terceiro trimestre de 2026 andando devagar. Julho e setembro terminaram praticamente no zero a zero, agosto trouxe uma sequência de recordes, e o resultado do trimestre foi uma alta modesta. Em outubro, o índice voltou a renovar a máxima. Os números abaixo saem das cotações diárias do S&P 500 (código ^GSPC), até o fechamento de 07/10/2026.

O trimestre em números

  • Fechamento de 30/06: 7.499,36 pontos.
  • Fechamento de 30/09: 7.651,54 pontos, alta de 2,03% no trimestre.
  • Máxima do trimestre: 7.816,70, durante o pregão de 13/08.
  • Mínima do trimestre: 7.313,92, em 29/07.
  • Pregões: 64, com 28 de alta e 36 de baixa.
  • Oscilação típica: desvio padrão de 0,69% nas variações diárias. O maior ganho diário foi de 1,79% (04/08) e a maior queda, de 1,52% (29/07).

Um detalhe curioso: o índice teve mais dias de queda do que de alta e, mesmo assim, fechou o trimestre no positivo. Isso acontece quando os dias de alta são, em média, maiores do que os de queda, como foi o caso entre julho e setembro.

Mês a mês

Julho: estabilidade com um tropeço no fim

O índice chegou a 7.581,50 em 15/07, mas a segunda metade do mês teve as maiores quedas do trimestre: 1,21% em 23/07 e 1,52% em 29/07, quando tocou a mínima do período, 7.313,92. A recuperação começou no dia seguinte, com alta de 1,66% em 30/07, e julho fechou com variação de −0,13%, a 7.489,72.

Agosto: três recordes de fechamento

Agosto foi o mês forte do trimestre, com alta de 2,62%. O índice subiu 1,48% em 03/08 e 1,79% em 04/08, fechando a 7.736,52, recorde da série. Renovou o recorde em 07/08 (7.757,64) e em 13/08 (7.798,99), dia em que tocou 7.816,70 durante o pregão. O mês terminou a 7.686,14.

Setembro: devolução pequena

Setembro oscilou entre 7.507,77 (mínima de 16/09) e 7.782,19 (máxima de 22/09), sem renovar o recorde. Teve uma alta de 1,49% em 21/09, mas terminou com variação de −0,45%, a 7.651,54.

O gráfico de abril a outubro

Gráfico: S&P 500, diário, de 01/04/2026 a 07/10/2026. Dados: Yahoo Finance. Elaboração própria.
Gráfico: S&P 500, diário, de 01/04/2026 a 07/10/2026. Dados: Yahoo Finance. Elaboração própria.

O gráfico mostra as velas diárias do S&P 500 de 01/04 a 07/10/2026. A diferença entre os trimestres fica clara: em abril e maio o índice sobe quase em linha reta; de junho a setembro, anda de lado numa faixa de cerca de 7.240 a 7.820 pontos, com os topos de agosto e o recorde de outubro no alto dessa faixa.

O recorde de outubro

Em 01/10 o índice tocou 7.616,78, a mínima do mês, mas fechou em leve alta, a 7.666,45; foi o primeiro de quatro fechamentos de alta seguidos. Em 06/10 o índice fechou a 7.818,93, superando o recorde de fechamento de 13/08 em 0,26%, e marcou 7.844,52 durante o pregão, a máxima de toda a série. Em 07/10 recuou para 7.801,77. Nos cinco primeiros pregões de outubro, a alta acumulada era de 1,96%, quase o mesmo ganho de todo o terceiro trimestre.

O ano em perspectiva

  • Primeiro trimestre: queda de 4,63%, de 6.845,50 para 6.528,52 pontos. A mínima do ano veio em 30/03, a 6.316,91.
  • Segundo trimestre: alta de 14,87%, para 7.499,36. Só abril subiu 10,42%.
  • Terceiro trimestre: alta de 2,03%, para 7.651,54.
  • Até 07/10: alta de 13,97% no ano. Do menor fechamento do ano (6.343,72, em 30/03) ao recorde de 06/10, o ganho foi de 23,25%.

O avanço do índice aconteceu num ano em que o rendimento do título de 10 anos do Tesouro americano subiu de 4,16% para 5,28%. Em teoria, juro mais alto pesa sobre as ações; em 2026, até 07/10, isso não impediu a bolsa de renovar recordes.

O que os números não dizem

As cotações mostram o que o índice fez, não por quê. Lucros das empresas, expectativas sobre juros e o peso das grandes empresas de tecnologia no índice costumam explicar boa parte dos movimentos, mas este texto não atribui causa sem fonte. Também não há previsão: renovar recorde descreve o passado, e o índice já mostrou neste mesmo ano que pode cair mais de 5% em um mês, como em março.

Para quem opera o índice ou ETFs que o acompanham, o trimestre lembra que períodos de baixa oscilação e alta lenta são comuns entre fases de tendência forte. Com oscilação diária típica de 0,69%, um stop de 0,5% seria acionado com frequência só pelo ruído. Ajuste a distância do stop à volatilidade do período, teste o plano na conta demo e registre os resultados.

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Rafael AzevedoPersonagem editorial · Redação de Mercado

Personagem editorial da redação Duotide. Os textos são escritos pela equipe com apoio de inteligência artificial; cotações e gráficos vêm de dados reais de mercado. Acompanha o noticiário que mexe com preços: juros, bolsas, empresas e commodities, explicado sem jargão.

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