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MercadoQuantos dias de pregão tem 2026 na bolsa americana e na B3
Rafael AzevedoPersonagem editorial · Redação de Mercado
Resposta rápida
Em 2026, a bolsa americana (NYSE e Nasdaq) tem 251 dias de pregão: são 261 dias úteis menos 10 feriados. Fevereiro é o mês mais curto, com 19 sessões, e março, julho, outubro e dezembro são os mais longos, com 22. Na B3, a conta pelo calendário de feriados dá cerca de 247 pregões.
Muitos traders definem metas anuais sem nunca contar quantas chances reais de operar existem no ano. O calendário não é igual todo mês: feriados e fins de semana tiram sessões de forma irregular, e um mês pode ter três pregões a menos que outro. Para quem divide a meta do ano em doze partes iguais, essa diferença vira pressão desnecessária.
Neste artigo fazemos a conta para a bolsa americana e para a B3 em 2026, conferida com as sessões que de fato aconteceram até 07/10/2026 nos dados do S&P 500 e do Ibovespa.
Como calcular os dias de pregão
A conta tem dois passos: contar os dias úteis do ano e tirar os feriados em que a bolsa fecha.
- Dias úteis: 2026 começa numa quinta-feira e não é bissexto. São 52 semanas completas mais um dia, o que dá 52 × 5 + 1 = 261 dias de segunda a sexta.
- Feriados da bolsa americana que caem em dia útil: 10.
- Resultado: 261 − 10 = 251 dias de pregão.
Os 10 feriados da bolsa americana em 2026
- 01/01 (quinta): Ano Novo.
- 19/01 (segunda): Martin Luther King Jr.
- 16/02 (segunda): Dia dos Presidentes.
- 03/04 (sexta): Sexta-feira Santa.
- 25/05 (segunda): Memorial Day.
- 19/06 (sexta): Juneteenth.
- 03/07 (sexta): Dia da Independência, observado na sexta porque o dia 4 cai num sábado.
- 07/09 (segunda): Dia do Trabalho americano.
- 26/11 (quinta): Ação de Graças.
- 25/12 (sexta): Natal.
Os oito primeiros conferem com os dados: entre 01/01 e 07/10/2026, os únicos dias úteis sem pregão no S&P 500 foram exatamente esses. Além dos feriados, há dois pregões encurtados, que encerram às 13h de Nova York: 27/11, o dia seguinte a Ação de Graças, e 24/12, véspera de Natal. Costumam ter volume baixo.
Mês a mês na bolsa americana
Janeiro 20, fevereiro 19, março 22, abril 21, maio 20, junho 21, julho 22, agosto 21, setembro 21, outubro 22, novembro 20 e dezembro 22. Fevereiro é o mais curto; março, julho, outubro e dezembro são os mais longos. Até 07/10 foram 192 sessões, e restavam 59 no ano.

E na B3
O calendário brasileiro é outro. Nos dados do Ibovespa, os pregões de 2026 foram: janeiro 21, fevereiro 18 (o Carnaval fechou 16 e 17/02), março 22, abril 20 (Sexta-feira Santa e Tiradentes), maio 20, junho 21 (Corpus Christi), julho 23, agosto 21 e setembro 21 (Independência). São 187 sessões de janeiro a setembro.
Para o último trimestre, o calendário de feriados prevê o fechamento em 12/10, 02/11, 20/11, 24/12, 25/12 e 31/12, o que daria outubro 21, novembro 19 e dezembro 20, e um total de 247 pregões no ano. Confira sempre o calendário oficial da B3, que pode mudar. Julho, com 23, é o mês mais longo no Brasil, e no mês do Carnaval o Brasil tem um pregão a menos que os Estados Unidos.
Exemplo real: o que 192 sessões fizeram com o S&P 500
O gráfico mostra as 192 sessões do S&P 500 de 02/01 a 07/10/2026. O índice fechou 2025 em 6.845,50 pontos e 07/10/2026 em 7.801,77, alta de 13,97%. A mínima do período foi de 6.316,91 pontos em 30/03; a máxima, de 7.844,52 pontos em 06/10.
Poucos dias fazem boa parte do resultado
Das 192 sessões, 100 fecharam em alta e 92 em queda. Os cinco melhores dias, como 31/03 (+2,91%) e 08/04 (+2,51%), concentraram quase todo o ganho: sem eles, a alta acumulada cairia de 13,97% para 2,29%. No Ibovespa, que subiu 26,80% no mesmo período, de 161.125 para 204.302 pontos, os cinco melhores dias valeram ainda mais: sem eles, a alta seria de 4,00%. Só em 05/10 o índice brasileiro subiu 7,70%.
Isso mostra que o número de pregões não se traduz em resultado de forma linear. Alguns dias pesam muito mais que outros, e eles não avisam com antecedência. Esses números descrevem o que aconteceu em 2026; não indicam quais serão os próximos dias fortes.

Como usar o calendário no planejamento
Distribua a meta por sessão, não por mês
Suponha uma meta anual de R$ 1.200,00 operando a bolsa americana. Dividindo por 251 pregões, são cerca de R$ 4,78 por sessão. Fevereiro, com 19, fica com R$ 90,84; março, com 22, com R$ 105,18. Com metas iguais de R$ 100,00 por mês, fevereiro exigiria mais por sessão do que março, e é aí que nasce a vontade de forçar operações.
Marque os dias atípicos
Pregões encurtados, vésperas de feriado e o dia seguinte a um feriado longo costumam ter comportamento diferente: volume baixo antes, reação a notícias acumuladas depois. Muitos operadores reduzem a posição ou não operam nesses dias.
Cruze os calendários se operar mais de um mercado
Em 16 e 17/02 a B3 estava fechada e a bolsa americana abriu no dia 17. No dia 19/06 foi o contrário. Quem opera ativos dos dois países precisa dos dois calendários. O câmbio segue quase sem parar, mas com menos liquidez nos feriados dos grandes centros.
Limitações
O número de pregões é uma referência de planejamento, não uma meta de atividade. Operar em todos os dias disponíveis não é obrigatório, e muitas das melhores decisões de um mês são as operações que você não fez.
Erros comuns no uso do calendário
- Dividir a meta anual em doze partes iguais, ignorando que fevereiro tem até três pregões a menos que outros meses.
- Esquecer feriados americanos como Juneteenth e o 3 de julho observado.
- Usar o calendário americano para ativos da B3, ou o contrário.
- Operar pregões encurtados com o mesmo tamanho de posição de um dia normal.
- Forçar operações no fim de um mês curto para bater uma meta arbitrária.
Antes de definir as metas, marque no calendário os feriados e pregões encurtados dos mercados que você opera e calcule a meta por sessão. Depois, teste esse planejamento na conta demo por um mês e registre quantos pregões você de fato operou e com qual resultado: o registro mostra se a meta é realista.
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